sábado, 30 de março de 2013

2013

Uma mente suja e fria - Ele dizia.
Mas o que seria isso? - Eu perguntava.
Uma mente suja e fria de alguém que não se importa. Não quer amar? Tudo bem, mas deixa eu te amar um pouco como se você fosse aquela que eu conheci há um ano. Não me diz que o tempo te modificou. Por que você tem os mesmos olhos e o mesmo cheiro de quem ainda ama. - Suspirou.
Vamos conversar, vamos dialogar. Eu não quero mais, eu não quero ser o objeto que permanece ali pra alguém usar e pra alguém entender e precisar. Não quero ser precisada. Não sirvo pra isso, não. Mas, amor. Eu vou te ver com os mesmos olhos e ainda terei o mesmo cheiro e o mesmo cabelo entrelaçado nos ombros de quem ainda ama. Me amar tem feito muito bem para que o sorriso permaneça fixo mesmo quando tenho vontade de gritar. Mesmo quando meu mundo desaba por estar sem você. Mesmo quando meu mundo levanta só por alguém fazer parte dele. É como uma depência infernal. Só funciona quando alguém está aqui também. - Lamentei.
Você tem uma mente cruel também. Você quer que eu te diga que mudou? Mudou tudo. Há três anos você escrevia coisas tristes também. Lamentei todas as vezes que li você se tornar mais fria e menos amorosa com o mundo. Por que? Me diz por que é tão dificil continuar sendo alguém de quem eu poderia amar? - Perguntou
E se eu te dissesse que não sei responder todas as perguntas que me habitam? Sei viver. No momento quero viver só. Quero viver comigo, quero viver com os meus conflitos, com as minhas vontades incessantes de fazer coisas que só eu mesmo faria. Me larga um pouco. Deixa eu viver. Deixa eu fazer tudo que eu quero. Se eu não gostar, se eu cansar eu volto a ser a pessoa que te amaria um pouco por querer esconder o sorriso quebrado de quem não conseguiu. - Finalizei.